Existem coisas que não devem acontecer.
Sempre que eu me esqueço dessa premissa essencial à boa convivência humana, acontece algo para me lembrar.
Depois de muito tempo adiando um sonho, achava que o tinha realizado. Ledo engano.
=(

Existem coisas que não devem acontecer.
Sempre que eu me esqueço dessa premissa essencial à boa convivência humana, acontece algo para me lembrar.
Depois de muito tempo adiando um sonho, achava que o tinha realizado. Ledo engano.
=(
Sempre fui do tipo de pessoa que adora novidades. Infelizmente, em algumas ocasiões, as novidades me fazem esquecer temporariamente das coisas mais antigas. Sempre tento me policiar, mas às vezes é uma sede tão grande de satisfação que não consigo evitar que isso aconteça.
Minha mais recende diversão se resume a responder perguntas das mais variadas naquele site de respostas do Yahoo. E porque? Sim, como tudo na vida isso exige essa pergunta que, por sua vez, demanda uma resposta.
Foi a melhor forma que encontrei para satisfazer minha sede de respostas para tudo que há no mundo. Uma forma fácil de me sentir útil, mas não só isso. Estimula, de certa forma, a aquisição de conhecimentos. Você aprende com respostas alheia, para para pensar quando encontra uma pergunta pertinente e bem construída. E se preocupa com o futuro da nação.
Sim, essa preocupação é um fator concreto. Nunca vi um retrato tão fiel da juventude brasileira como nesse site de perguntas e respostas. Existe uma infinidade de pessoas que perdem seu tempo fazendo perguntas sobre futebol, atacando ateus e crentes (no sentido de pessoas que acreditam, e não a alcunha dos evangélicos), atacando homossexuais e falando todo tipo de besteira imaginável.
Muita gente pedindo resposta pra lição de casa e trabalhos da escola e faculdade. Gente que não quer pesquisar nem na famigerada e falida Wikipédia, porque sabe que encontrará pessoas que lhe darão as respostas mastigadas, que não se dão nem ao trabalho de explicar como acontece e, principalmente, porque acontece daquela forma.
Sinceramente me pergunto. Aonde vamos parar?
Ê dificulidade de sair desse marasmo.
Enquanto isso, vou prestando consultoria no 0800 sobre os mais variados assuntos. Também conhecido como assessoria de assuntos aleatórios.
Planos para uma terceira tatuagem.
é ruim quando não conseguimos reciclar ou renovar nossas idéias. eu acabo pensando em coisas antigas, tendo idéias antigas, tomando decisões antigas – e, por conseguinte, previsíveis.
o problema é que o que antes seria considerado audacioso, hoje pode muito bem ser adesivado com “cagada-de-pato”.
e de todas as tentações que eu já tive na vida – e oh, elas foram muitas -, a que mais persiste e mais me incomoda ainda é o meu ego.
Não foi fácil superar muitas das barreiras impostas para que chegasse até ali. Não, não foi nada fácil. Tantas tentações no meio do caminho, tantas decepções, e, principalmente, tantas frustrações.
Mas ultrapassara. Estava confiante, seguro de si, alegre, de riso fácil, e acima de muitas coisas, estava sereno.
Depois de acreditar que nunca mais sofreria por este tipo de coisa em sua vida, que já tinha tomado as pedradas necessárias para reforçar sua couraça, ele viu tudo isso ruindo em uma simples noite. Algo tão frágil mas ao mesmo tempo tão poderoso tomou conta de seus sonhos, e desde então, noite após noite, ele sonha com a mesma coisa.
Sempre começa com situações cotidianas e corriqueiras. Em algum momento, elas se tornam levemente perigosas, aparece um clima de tensão crescente, e quando a coisa já está perto de se tornar inevitável, quando realmente tudo irá pelos ares, acontece logo antes aquele momento de redenção. De dor por perceber quanto aquele corpo é querido, quanto aqueles olhos são amados, quanto aquela voz e aquele jeito de falar são indispensáveis em sua vida. Há, então, um breve, porém intenso, momento de intimidade – e nunca foi sexo.
E depois da redenção tudo explode, como teria de ser. Como se a cada momento de (limitado) prazer prenunciasse uma separação, talvez desta vez para sempre. Foram jogados em partes longínquas do mundo, a chance de se encontrarem alguma outra vez na vida caíra vertiginosamente, e não há nada mais que possa ser feito. Mas a idéia de que um dia houvera algo, de que em algum momento houve, então, a tão sonhada união, passou a acompanhá-lo a cada minuto de sua – a partir deste momento – miserável vida.
e o conformismo da certeza.
De fato, a certeza, quando aprendemos a lidar com ela, é bem menos dolorida que as demais categorias.
Os dias estão cinza. Devem permanecer assim até o momento em que eu acorde para o mundo e perceba que as coisas não são tão fáceis a ponto de podermos desprezá-las, mas também não tão difíceis que não possamos com elas lidar.
… ou seja, isso não vai acontecer nunca.
A verdade, no fundo no fundo, é que certas coisas jamais deveriam ser ditas. Me vejo repetindo uma parte da minha vida que não gostaria de repetir. O lado bom é que finalmente parece que me libertei de um fantasma que me perseguia por longos nove anos. Em compensação, constatei que outro me persegue a 3.
O jeito vai ser disfarçar frustração com arte.
peguei-me pensando, estes dois últimos dias, se mercedes sosa gostaria que lhe chamassem de diva. talvez de início ela refusasse este adjetivo. mas como as coisas dependem muito da conotação que a elas damos, talvez a diva, no meu modo de ver, fosse um bom adjetivo para descrever la negra.
pgunto: qual a contribuição de josé sarney para nossa política? alguma coisa devemos ter extraído em termos de conhecimento, em relação ao período em que ele se mantém na política e suas estratégias para perpetuar-se nela.
acho que a mesma lógica devemos aplicar a qualquer outra coisa.
explico.
muitos não gostam, assim como eu, de josé sarney. mas sabemos que ele tem uma impotância incomensurável na política. assim compreendemos a força que as sociedades oligárquicas têm em nosso país, entendemos ainda quais as desvantagens de ser um país de terceiro mundo com uma extensão territorial avassaladora – tudo fica muito distante entre si e com isso a fiscalização, já precária, se torna acintosa.
sem dúvida não é a melhor maneira de aprender, mas é um modo eficiente.
o mesmo vale para mercedes sosa. antes que me acusem de ser uma maria vai com as outras ou coisa que o valha, o fato de eu não ser argentina ou de não ter mais de 40 anos não me impede de dizer que hoje perdeu-se uma das grandes vozes da liberdade. seja na argentina, brasil, no mundo. e nem eu nem você precisamos ser fãs de sua música para saber que ela tem, sim, sua importância.
não é bem meu caso. mercedes tem uma das vozes mais bonitas que já ouvi. para mim, está no mesmo patamar de maria callas, matt monro.
meu momento de liberdade acabou.
Tive uma semana corrida, com coisas maravilhosas acontecendo. Além disso, claro que tentei manter minha rotina linda de cuidar de minha avó e meu jardim, que estão a cada dia tão melhores quant podem estar.
E lembrei agora as músicas do Roxette. Vou procurá-las. Eis que o lado pé na fossa aflora em mim…
Minha mãe, nos idos da década de 70, comprou uma câmera para registrar suas viagens and another stuff. Ia com ela pra cima e pra baixo, fez cursos, leu revistas… e só me falou isso esses dias, quando desenterrou de algum canto perdido a tal câmera, uma Olympus Trip 35.
Ela me entregou a câmera, olhei as lentes, sujas e meio mofadas. O mesmo com o visor. Então, é tempo de… levar para limpeza e manutenção.
Depois de rodar algum tempo, encontrei uma loja que fazia. Perguntas que foram feitas pela Juliana Paes, que me atendeu:
Tem pilha?
Não.
Bateria?
Não.
E como ela funciona?
Manivela, ué…
Um olhar de assombro.
Depois de algum tempo detalhando como funcionava e o que eu queria, está lá minha bichinha, na fila para manutenção. Me pediram 3 a 10 dias úteis para um mero orçamento. Acho que me devolverão a câmera em 2011.
A Olympus Trip 35 é uma point-and-shot que possui alguns regalos a mais. Você pode tirar a câmera do modo automático e brincar um pouco com o /f dela – a câmera se encarrega de tentar compensar os outros mecanismos.
O fato é que eu estou ávida por colocar minhas mãos para fazer uns registros em filme… eita comichão!