pout-pourrí

•fevereiro 7, 2010 • Deixe um comentário

a semana foi feita de epônimos, mitocôndrias, mitos, freud, bauman, huxley e foucault, solidão – física e em texto -, aquecimento global, velório e enterro, fotografias (sempre), vovó.

confissões

•janeiro 27, 2010 • Deixe um comentário

confissões podem carregar os mais variados sentimentos. ansiedade, angústia, amor (muito amor, sempre), desejo, frustrações.

ontem confessei ciúmes. mas também confessei uma experiência tosca, mas que nem por isso foi ruim.

fim das férias.

•janeiro 11, 2010 • Deixe um comentário

depois de algum tempo – longo até demais – venho me despedir das férias. foi um período complicado, grana sempre pela hora da morte, poucas coisas diferentes – muito embora eu admita que tenha feito coisas maravilhosas…

é hora e cessar o ócio, iniciar uma carreira produtiva, ser a melhor naquilo que me proponho a fazer – aprendi a lição desde cedo – e colher os louros (e a grana) do sucesso.

queria fechar isso com chave de ouro. mas, já dizia a música, you can’t always get what you want. dos males, os menores. nada como o tempo e a distância para esfriar qualquer fogo. eu só lamento mesmo…

incompletude.

•janeiro 10, 2010 • Deixe um comentário

me disseram hoje que minha mente é caótica. ou seja, que vivo em um mundo virtual no qual o rufar das asas de uma borboleta no pacífico pode gerar uma tsunami não sei aonde.

eu concoro. e tem duas borboletas rufando asas no pacífico agora. muito medo do resultado.

no mundo real? tudo na santa paz.

resistance.

•dezembro 30, 2009 • Deixe um comentário

a música soa em meus ouvidos como o vento em seu cabelo, fazendo cócegas. uma dor prazerosa que nos deixa no limiar dos sentidos. afinal, parar ou não?

esses dias eu pintei. precisava transbordar feromônios poderosos que se apossaram de minha mente. colocar a cabeça no lugar sempre dá trabalho.

(o lugar mais alto do mundo, um vento arrepiante, a música em volume ensurdecedor. difícil sair dessa realidade)

tentações.

•dezembro 28, 2009 • Deixe um comentário

é sempre assim. eu resisto a tudo… menos às tentações.

tentando colocar a cabeça no lugar. mas tá difícil.

calendários…

•dezembro 20, 2009 • Deixe um comentário

tive uma idéia legal – e modesta, claro.

estou montando um calendário para dar de presente. temático, claro.

mundos paralelos.

•dezembro 18, 2009 • Deixe um comentário

depois de algum tempo sem dar a atenção necessária ao meu jardim (as chuvas matutinas também contribuíram para isso), hoje tirei a tarde para fazer poda, trocar jarros – adequando-os ao tamanho das plantas -, enfim, fazer aqui que é de se esperar que seja feito em um jardim.

sabe quando encontramos algo que tem sabor de infância? foi isso que aconteceu hoje enquanto eu estava pelas plantas. uma voz distante, chamando alguém, me fez lembrar de quando era pequena e que, quando ficava muito quieta, logo vinha alguém para checar o que estava acontecendo – no mínimo eu estaria aprontando (logo eu, tão calma e chata na minha infância).

isso bastou para que, num rompante, eu sentisse o sol de uma forma diferente. a luz mudou de cor, o chão ficou mais claro e a areia mais soltinha – um misto de lembranças com desejos de infância e sonhos malucos, talvez -, e eu…

… me senti com cinco anos. uma sensação tão gostosa, tão há muito esquecida, se apoderou da minha cabeça. o mundo estava diferente na minha pele, nos meus olhos, até nos meus cabelos.

depois de fazer tudo que tinha a fazer naquele setor, fui para os fundos – aonde haveria, em tese, uma horta maior, mas que hoje concentra plantas das mais variadas – montar um novo jarro para uma planta que não faço idéia de qual seja (e provavelmente nunca descobrirei até que alguém que a conheça me diga seu nome). e a coisa mudou de figura mais uma vez. o vento forte, somado ao sol – que ainda estava diferente para meus olhos de, até este momento, cinco anos -, deu-me a sensação de estar vivendo um sonho.

como ápice disso, o farfalhar das folhas umas nas outras, o vento levantando meus ralos cabelos, o céu azul esfuziante, me fizeram sorrir de uma forma leve. leve como aquelas folhas que bailavam, leve como o vento que sussurrava entre elas, leve como as nuvens de cristais altíssimas no céu enquanto o sol me banhava naquela luz simultaneamente âmbar e branca.

fechei os olhos, levantei os braços… e tenho certeza que teria flutuado e saído voando por aí, se uma formiguinha, uma maldita formiguinha vermelha, das que comem pimenta antes de usar o ferrão, não tivesse me acertado no pé esquerdo.

nesta hora tudo voltou ao normal. o vento ficou normal, a luz voltou ao normal, o solo ficou como era antes de tudo começar e eu voltei ao peso da minha idade. e agora com um pé queimado da formiga.

•dezembro 7, 2009 • Deixe um comentário

é tão bom ver gente que inspira, né? seja pela garra, seja pela história, seja pela beleza.

acho que vi a pessoa mais bonita do mundo hoje.

•dezembro 3, 2009 • Deixe um comentário

quando não falamos… é porque não precisamos, não queremos ou não estamos com saco?

às vezes acho que tenho preguiça de contar as coisas. às vezes acho que é porque não é necessário.

nesse meio termo, mudei radicalmente algumas coisas. espero que dessa vez as portas se abram. ostracismo nunca mais!